09 março 2009

Another texto giro... Espero que gostem...

Há alturas na nossa vida em que temos que acreditar que tudo é ironia do destino. Ela, naquele momento, perante o fantasma do passado que caminhava na sua direcção, não podia pensar noutra coisa. Ele, com a mesma máscara traquinas de penetra desavergonhado, caminhava até ela como tinha feito há doze anos atrás. Por momento jurou que era a primeira vez que o via, que, por um passe de mágica, tinha voltado atrás no tempo. As memórias que guardava no fundo do seu ser daquela primeira noite mantinham-se intactas.
Era uma noite quente de Maio e o seu pai dera uma festa, um simples baile de máscaras para ela e para os seus amigos. Ela divertia-se e a noite era um borrão, até ao momento que o vira. Tinham-se apaixonado, traído tudo o que conheciam um pelo outro, amando-se sem limites. E depois ele fora, proclamando que não conseguia lutar com as famílias deles. Partiu para a universidade e ela caiu num buraco sem fundo.
Durante dois anos foi como se o mundo tivesse mergulhado num eclipse eterno até que um amigo surgiu. Um amigo que a fez voltar a ver a luz, um amigo que, com aquele paciências de quem ama sem limites, a ajudou a sair do buraco, agarrando-a quando ela escorregava. Tinham-se casado e ela unira os pedaços do seu coração e do seu ser. Porém ainda faltavam peças.
Agora o detentor daqueles últimos cacos caminhava até ela e ela forçou-se a lembrar-se do tempo que passara. Cumprimentaram-se, falaram como amigos que não se vêem há muito. Houve um silêncio e ele despediu-se.
E, mais uma vez, Julieta viu Romeu afastar-se com pedaços do seu coração.

Sem comentários: